BULLMASTIFF CLUBE DO BRASIL

O Bullmastiff Brasileiro é fruto de décadas de seleção, estudo e dedicação. Diferente do que muitos livros e antigos relatos sugeriram, pesquisas recentes apontam que a raça não apresenta genes de raças ibéricas, ao contrário do que se repetiu por anos.
Na verdade, tanto o Bullmastiff quanto outras raças do grupo mastiff compartilham um ancestral comum muito antigo, conhecido nos registros de Buffon como o “Dogue de Fort Race”. Esse tronco ancestral explica as semelhanças estruturais presentes nos cães bull & mastiff ao longo da história.
No Brasil, o desenvolvimento dos cães mastiffs brasileiros seguiu caminhos particulares. O Fila Brasileiro e o Bullmastiff Brasileiro evoluíram dentro de contextos distintos, mas sempre com forte influência de raças mastiffs, especialmente ao longo do século XX.
Entre 1946, ano do primeiro padrão do Fila, e 1972, quando ocorreu a grande reunião em Brasília que revisou diversos itens do padrão, houve inserções importantes de raças como:
• Mastiff Inglês
• Boxer, que era amplamente utilizado no meio rural brasileiro e considerado altamente funcional
Esses cruzamentos influenciaram significativamente o tipo canino que se consolidou mais tarde. Como reforço histórico, o próprio Marcos Rondon relata ter participado, ainda na década de 1970, de experiências de cruzamentos como Doberman × Boxer, que resultaram em cães muito semelhantes aos tipos funcionais que conhecemos hoje.
Assim, o Bullmastiff Brasileiro deve ser compreendido não como uma raça derivada de linhagens ibéricas, mas sim como um refinamento funcional, realizado a partir de cães do grupo mastiff, levando a um cão equilibrado, versátil, protetor e profundamente adaptado às necessidades brasileiras.
O Bullmastiff Clube do Brasil segue comprometido com a preservação dessa história, com a seleção responsável e com a divulgação técnica correta da origem da raça.
Fonte: Marcos Rondon.













